Oficinas contribuem para a formação dos alunos

Rodrigo de Oliveira, responsável pela Oficina de Crítica Cinematográfica

Rodrigo de Oliveira, responsável pela Oficina de Crítica Cinematográfica

A Oficina de Crítica Cinematográfica termina neste sábado, 31. Ministrada por Rodrigo de Oliveira, Os integrantes são incentivados a assistirem todas as mostras do Primeiro Plano e, depois, produzirem uma crítica para o dia seguinte. Após a oficina, aconteciam os debates com os realizadores da Mostra Nacional, às 12h, onde os participantes deveriam estar presentes.

A maioria dos integrantes das oficinas é estudante ou pós-graduado, geralmente em Comunicação . São, sobretudo, pessoas interessadas no olhar sobre o cinema. Para a participante Júlia Fernandes, 22, a oficina desperta uma outra visão que as pessoas não tinham. “A gente conseguiu olhar os filmes de maneira diferente”, conta ela.

Flávia é assistente de oficina e dá suporte técnico.  O objetivo, como ela conta, e “ampliar a discussão sobre cinema. O Rodrigo coloca questões muito interessantes, do autor, do público e do critico diante disso tudo.”

Participantes da Oficina de Crítica Cinematográfica

Participantes da Oficina de Crítica Cinematográfica

Para garantir o certificado, os integrantes devem participar de, no mínimo, três encontros, além de se comprometerem com o trabalho prático de aplicar o novo olhar diferenciado em produções textuais sobre os filmes exibidos na Mostra Nacional.

As críticas produzidas na Oficina estão disponíveis no blog do Primeiro Plano.

A Oficina de Audiovisual, por sua vez, também é um dos eventos paralelos mais tradicionais do Primeiro Plano.Fruto do projeto de âmbito nacional “Oficinas Querô – Empreendedorismo e Cidadania através do Cinema”.

Érika e Elideis, da Oficina Querô

Érika e Elideis, da Oficina Querô

A parceria Oficinas Querô e Primeiro Plano existe desde 2007, antes como oficinas de produção. A novidade deste ano é a realização de um curta-metragem pelos jovens participantes, muitos dos quais participaram dos anos anteriores. A oficina é ministrada por Érica Rodrigues e Edileis Novaes da cidade de Santos-SP, onde nasceu o projeto.

“O objetivo é que eles conheçam e saibam que é uma ferramenta disponível”, diz Érika sobre a inserção do audiovisual na vida dos jovens carentes. Ela também aponta a importância de formar um grupo entre esses jovens juizforanos, que pode existir além dessa semana do Festival, e,  futuramente, pode apresentar seus trabalhos na Mostra Competitiva Regional.a de

Ísis, Juliano e Rafael, participantes da Oficina de Audiovisual

Ísis, Juliano e Rafael, participantes da Oficina de Audiovisual

Ísis Reis, 17 anos, participa da Oficina de Audiovisual pela terceira vez e já trabalhou com roteiro e produção no projeto da Fábrica do Futuro. Juliano Cássio, 20, participa pela segunda vez, gosta de atuar e faz teatro há pouco mais de um ano. Também não é a primeira vez que Rafael M., 21, faz parte da equipe da Oficina Querô. Ele conta que a história do curta foca diferentes tribos urbanas que se encontram nas ruas e, que, apesar de distintas, possuem algo em comum: a dúvida, representada pelo saco na cabeça dos personagens.

Juliano e Ísis, [participantes

Juliano e Ísis, [participantes

Este ano a oficina iniciou-se na terça-feira, 27, dia destinado à produção do roteiro. No encontro de quarta, 28,  foi concluído o roteiro e apresentada algumas noções de produção. Quinta, 29, diferentes ruas de Juiz de Fora serviram de locação para as filmagens. Sexta, 30, a gravação foi concluída e a edição do curta iniciada.

O produto final, intitulaco “?”, foi exibido no encerramento, neste sábado, 31, no Cinearte Palace. Para Edileis, “É de grande valia essa troca com os jovens, porque a gente aprende muito com eles também.

Para conhecer mais sobre o projeto Querô, acesse: www.oficinasquero.org

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