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Troféu José Sette: A brincadeira que deu certo

Além dos prêmios tradicionais oferecidos pelo Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades Mostra Competitiva Regional, há também um prêmio específico - "Troféu José Sette". A velha guarda, que participa do Festival desde a primeira edição do evento, criou a premiação, independente dos votos dos júris, popular e especializado. A escolha é feita somente por esses cineastas “das antigas”.

"Troféu José Sette" foi batizado em virtude de ter sido ele - José Sette - um homem importante para Juiz de Fora. Ele trouxe o filme 35 mm para a cidade, dando um grande impulso ao cinema local. Tudo começou com uma brincadeira e agora já faz parte do Primeiro Plano. A cada ano, um prêmio diferente e inusitado. Os diretores estreantes já receberam garrafa de cachaça, bolo em forma de claquete e lata de filme 16mm preenchida com chocolates no lugar de filme.

Segundo Marcos Pimentel, um dos cineastas da velha guarda, essa premiação foi criada para incentivar os diretores iniciantes, que sempre pedem uma força para eles, que já são mais experientes. "Não é um prêmio muito sério, nem tem um peso muito grande. Procuramos algo que nos impressione. O filme ganhador é exibido no ano seguinte na Mostra Audiovisual de Juiz de Fora, onde nós, da velha guarda, temos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho", conta.

A mostra em questão não é competitiva e tem por objetivo ser uma espécie de termômetro da produção local. "Se o espectador quer saber tudo que já foi produzido de cinema na cidade, essa mostra dá uma base, pois contém as melhores produções", comenta o cineasta.

Em relação evolução do festival, Marcos Pimentel cita como algo fantástico. "Se não fosse o Primeiro Plano, não existiriam tantas produções locais". Ainda, segundo ele, em um primeiro momento, o festival trouxe para a cidade filmes que as pessoas não teriam acesso, mas que foi amadurecendo a cada edição, aumentando seu leque, trazendo discussões e debates em seus desdobramentos. "O festival chegou num momento em que não basta só mostrar. Tem que criar seminários e mesa redonda para que as pessoas reflitam e para que a idéia do filme se complete no intervalo que existe entre a tela e a cabeça de cada um", avalia Pimentel.

Alexei Divino, apesar de não morar em Juiz de Fora atualmente, faz questão de acompanhar o festival desde a primeira edição. Para ele, a maior evolução acontece em termos de tecnologia. "Hoje é possível comprar câmeras de mão com qualidade muito superior a das de antes, e ao mesmo tempo, com um preço bem mais acessível". Além disso, o cineasta também destaca que as pessoas tem buscado mais informações sobre a linguagem cinematográfica e a estética dos filmes.

O Primeiro Plano começou com muitas dificuldades e agora é um sucesso, principalmente em virtude de ter uma proposta única – é o único festival de cinema brasileiro voltado exclusivamente para cineastas estreantes. Para os integrantes da velha guarda, é uma forma de incentivo produção cinematográfica e, sem ele, haveria muito mais dificuldade na área de audiovisual da cidade.

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